A câmera descartável digital para qualquer festa brasileira — casamento, aniversário, 15 anos, formatura, arraiá, churrasco ou viagem. Seus convidados viram fotógrafos com estética de filme, em qualquer celular e sem baixar app. Você convida pelo WhatsApp e paga uma vez no Pix. E o melhor: as fotos só são reveladas no dia seguinte — a expectativa vira parte da festa.
O once.film (da francesa MWM) é referência premium em câmera descartável digital — mas é iOS-only, em inglês e cobra em dólar na App Store. Num país onde 80–88% dos celulares são Android e o WhatsApp está em 99% dos aparelhos, essa é uma fraqueza estrutural, não cosmética. A Revela ataca por aí e em qualquer festa — não só no casamento — com uma mecânica que vicia: as fotos só aparecem no dia seguinte.
Convidado entra por QR/link e fotografa pelo navegador (PWA), sem baixar nada — em Android e iOS. O anfitrião gerencia por web + app Android nativo. O once.film deixa de fora os ~80% de brasileiros no Android.
Pagamento único no Pix em reais (sem dólar, IOF ou App Store). Convite, lembrete, aviso de "fotos reveladas" e galeria fluem dentro do WhatsApp — o canal #1 do Brasil, ignorado pelo player global.
Filtro film aplicado na captura (não só no pós), com a mecânica de revelação adiada e limite de fotos que define a categoria — entregando o que os "coletores de foto" nacionais (Fotify, WedShoots) não têm.
Convidados únicos que tiram pelo menos 1 foto num evento no mês. É o proxy mais fiel do valor entregue e o melhor indicador antecedente tanto de receita quanto de crescimento viral — cada participante notificado no WhatsApp é um futuro anfitrião.
Esse é o coração da Revela. Durante a festa, ninguém vê as fotos — elas ficam "revelando". Na manhã seguinte, todo mundo recebe no WhatsApp: "suas fotos foram reveladas". É a diferença entre mais um álbum compartilhado e um ritual que as pessoas esperam acontecer.
Esperar pela revelação vira parte da festa — a mesma dopamina de revelar um rolo de filme. Um contraponto afetivo ao feed instantâneo e descartável.
Como não dá pra conferir nem postar na hora, as pessoas vivem a festa em vez de ficar no celular. O registro acontece sem roubar o momento.
A notificação da manhã seguinte traz todos de volta ao mesmo tempo, no WhatsApp. Cada convidado encantado é um futuro anfitrião — é o motor do loop.
Fotos espontâneas e honestas, sem a ansiedade do "ficou boa?" na hora. O flagra do fim de festa, não a pose ensaiada.
Convidados tiram um número limitado de fotos com filtro film. Nada aparece ainda — só o contador do rolo.
O rolo fica numa sala de espera com contagem regressiva. A expectativa cresce a noite toda.
No horário escolhido pelo anfitrião, a galeria destrava e todos recebem a notificação ao mesmo tempo.
Todo mundo revive a festa pelos olhos de todos, baixa em alta e compartilha o recap.
Configurável pelo anfitrião — instantâneo, no fim da festa ou no dia seguinte. O dia seguinte é o padrão e o herói da marca.
O Dispo popularizou o "revela às 9h" e o Lapse (US$ 30M levantados) cresceu com a revelação em grupo entre a Gen Z. Mas ambos são redes sociais iOS, não ferramentas de evento. O once.film tem revelação adiada — porém opcional, sem o gatilho do WhatsApp e sem foco no Brasil. A Revela transforma essa mecânica no centro do produto, amarrada ao canal que o brasileiro de fato usa.
A economia de eventos move R$ 141,1 bi/ano (Abrape, 2025), com ~10 milhões de eventos — e casamento é só uma fatia: somam-se ~1,8 mi de festas de 15 anos/ano, formaturas, festa junina (R$ 7,4 bi) e o churrasco de domingo. A nostalgia analógica está no auge (câmeras compactas +1.456% em vendas entre nov/24 e mai/25). E o país é um dos mais "Android" do planeta — o que derruba o modelo App Clip iOS do once.film.
Modelo bottom-up sobre a receita do app (não o valor das festas): ~10 mi de eventos/ano × ARPE ~R$ 150.
Receita potencial total do software de fotos de eventos.
~2,8 mi de eventos de alta intenção com anfitrião pagante e produto localizado.
~4–5% do SAM via WhatsApp/Instagram e parcerias B2B2C.
⚠️ Ressalva crítica da pesquisa: manter o produto iOS-only derrubaria o SAM efetivo para ~R$ 50 mi (a fatia iOS), porque a maioria absoluta dos convidados de qualquer festa brasileira está no Android. Entrada via web/PWA é pré-requisito existencial.
A categoria está consolidada globalmente em inglês e iOS. Quem tem bom "film look" (Once, Scene) não tem features sociais nem localização; quem tem features sociais (VowLens, Fotify) tem filtro mais fraco. Ninguém reúne tudo com cobertura Android + Pix + WhatsApp.
| Player | Posicionamento | Preço | Plataformas |
|---|---|---|---|
| Once (once.film) referência | Premium, filtros film top (MWM/OldRoll). Foco casamento. | Único/evento, grátis até 5 → US$ 99,99 (USD) | iOS only |
| VowLens 🇧🇷 | Desafiante BR: PT-BR, Pix, video guestbook, modo telão. | R$ 0 · 67 · 147 · 247 | iOS + Web · Android "em breve" |
| POV Camera | Multi-ângulo + moderação. Raro: Android nativo. | Grátis até 10 → US$ 89,99 | iOS Android + web |
| Scene | "Film real" Kodak (LUTs), offline-first. | US$ 2,99 → 99,99 | iOS + Web |
| Lapse | Rede social film "friends not followers" (US$ 30M). Não é de evento. | Grátis | iOS only |
| Dispo | Pioneiro do hype, revela 9h. Virou social. | Ads ou ~US$ 60/ano | iOS |
| Fotify 🇧🇷 | Coletor de fotos web, site em PT. Sem estética film. | US$ 0 · 29,99 · 49 | Web |
| WedShoots 🇧🇷 | Álbum do portal Casamentos.com.br. Datado. | Grátis | iOS + web |
Bem além do casamento premium: o produto encaixa no calendário inteiro de festas brasileiras — e em todas elas o anfitrião sofre com "a maioria dos convidados usa Android" e "app em inglês afasta os mais velhos".
Noiva planejadora · SP
Casamento de 150 convidados (~R$ 66 mil). Quer fotos espontâneas com estética film, galeria curada e recap para a lua de mel. QR no menu de cada mesa.
Mãe de debutante · interior MG
Festa de 15 anos, ~120 pessoas, metade Gen Z viciada em estética analógica. Quer surfar na trend sem comprar filme físico, com moderação.
Comissão de formatura · Recife
60 formandos. Um "filme" cobrindo viagem + colação + baile. Orçamento dividido entre todos → cobrança em dólar é inviável.
Viajante em grupo · Floripa
Réveillon/carnaval com 8 amigos. Centralizar as fotos de todos sem o caos comprimido do WhatsApp, com recap no fim.
RH / People · SP
Arraiá da empresa e confra de fim de ano. Precisa de galeria oficial, NF, pagamento PJ e moderação/consentimento (LGPD).
Diferenciais que um player global não consegue replicar facilmente — porque exigem entender o Brasil de dentro.
Convite, lembrete, aviso de "fotos reveladas" e galeria — tudo no WhatsApp. É o motor do loop viral: cada convidado notificado é um futuro anfitrião.
Pagamento único, instantâneo, em reais. Sem dólar, IOF, cartão internacional ou burocracia de App Store.
Convidados pela web sem baixar nada; anfitrião por web/Android nativo. Derruba a fraqueza nº1 do once.film.
Capas, molduras e linguagem para festa junina, formatura, chá de revelação, carnaval — marketing sazonal local.
Atendimento próximo no momento mais importante do anfitrião — confiança que o once.film não entrega.
Canal tipicamente brasileiro: quem já organiza o evento revende/indica a Revela com cupom e comissão.
A Revela é "o amigo que chega na festa e te entrega uma câmera descartável" — calorosa e brincalhona, mas com acabamento premium. A estética é a hora mágica encontrando o quarto escuro: grão de filme, luz quente, light leaks e o carimbo de data no canto. Brasilidade pela luz e pela linguagem, nunca pelo clichê verde-amarelo.
Lâminas de obturador concêntricas que formam, ao mesmo tempo, um sol brasileiro nascendo — gradiente Âmbar→Magenta sobre a Noite Revelada, com um pequeno quadrado vazado no centro (o frame da foto). Funde três ideias numa marca legível em tamanho pequeno: abertura de câmera + sol + quadro de foto. O wordmark em Fraunces tem as letras emergindo de um tom "latente" para o pleno Âmbar — a foto se revelando da esquerda para a direita.
A serifa quente e nostálgica da Fraunces dá o ar premium que rivaliza com o once.film; a grotesca humanista da Hanken garante legibilidade e suporte impecável aos acentos do português. Todas gratuitas no Google Fonts.
Dark-first na câmera/galeria/recap (a foto é a estrela); light nos fluxos de gestão. Mockups abaixo em HTML/CSS.
Atrito zero para o convidado — entrar e fotografar pelo navegador, a razão de existir do produto.
Antecipação é recurso — escassez e revelação adiada desenhadas como expectativa prazerosa.
WhatsApp como camada nativa — presente em cada momento-chave do fluxo.
Confiança do anfitrião — privacidade, atribuição e moderação claras.
Localização real, não tradução — R$, Pix, data BR, linguagem coloquial.
Upload resiliente — tolera 3G/4G de salão com fila local e retomada automática.
TypeScript de ponta a ponta. A percepção-chave: o golpe central só se sustenta se a captura do convidado for uma experiência web (PWA) de primeira classe — porque o Android não recebe App Clip e o Google Play Instant foi descontinuado (dez/2025). Logo, o ativo de engenharia mais importante não é um app nativo: é o motor de câmera + filtro film rodando em WebGL no navegador.
Flutter Web carrega o runtime CanvasKit (pesado para um PWA instantâneo) e obrigaria reescrever o motor de câmera/filtro em JS separado do Dart — perdendo o compartilhamento na parte mais cara (shaders de filme, LUTs). 100% nativo triplicaria o código sem ajudar no caminho dominante (web). RN+React reusa uma só linguagem (TypeScript), API client, tipos e — o mais importante — a mesma LUT/shader de grading film entre PWA e nativo (via vision-camera + Skia). Código Swift/Metal fica reservado ao App Clip iOS (v2).
PWA React + TS (Vite), filtro WebGL2/WebGPU (LUT .cube + grão + halation + vinheta), captura via getUserMedia/canvas, fila offline em IndexedDB, Web Push. Cobre 100% dos convidados com zero download.
Painel web responsivo (Next.js) + app Android nativo via React Native (vision-camera + Skia + Reanimated). iOS nativo na fase 2.
Node.js + NestJS (TS), REST + WebSocket/SSE, deploy no Railway. WebSocket serve o momento de reveal e o telão ao vivo.
Anfitrião: OTP por telefone/WhatsApp + email (Clerk/Supabase). Convidado: sem conta — JWT de capability efêmero, escopado por evento.
PostgreSQL + Prisma. Mídia em Cloudflare R2 (egress zero) com upload direto client→R2 via presigned multipart — decisão central de custo.
BullMQ + Redis. O reveal agendado vira um delayed job idempotente disparado no horário escolhido.
sharp/libvips (thumbs, HEIC→JPEG, re-render da LUT em alta). Vídeo recap com FFmpeg orquestrado por Remotion (template em React) — v2.
WhatsApp Cloud API (headline) + FCM + Web Push. Pix + cartão BR (Asaas/Pagar.me/Mercado Pago) com webhook liberando o tier.
<input capture>.O negócio é um pipeline de mídia com forte sazonalidade: centenas de fotos numa janela de 3–5h durante a festa, e silêncio o resto do tempo. Recomendação: AWS sa-east-1 (São Paulo) para residência de dados/LGPD, event-driven, com upload direto a S3/R2 e processamento assíncrono por fila.
[ CONVIDADO: PWA no navegador ] [ ANFITRIAO: Web SPA + App Android ]
(Android / iOS, sem app) |
| v
v [ API Gateway / ALB ]
[ CloudFront CDN - edges BR ] |
| (SPA) | (galeria, URL assinada) [ API: Fargate / Lambda ]
v | | | | |
[ S3 estatico ]| [ Aurora PG ][ Redis ][ presign ][ PSP Pix ]
| | | webhook
| v v
| [ S3 raw-uploads (KMS) ] [ Lambda ]
| | s3:ObjectCreated
| v
| [ SQS ] --> [ DLQ ]
| |
| [ Workers: Lambda / Fargate Spot (autoscale) ]
| - aplica LUT/film - remove EXIF/GPS
| - gera thumb/web/full
+<------ serve ------[ S3 processed (KMS, lifecycle) ]<-------+
|
[ EventBridge Scheduler ] ----+ (hora da revelacao)
v
[ Notificacoes: WhatsApp Cloud API | Web Push | FCM ]
v2: [ FFmpeg em Fargate Spot ] recap · [ MediaConvert ] guestbook
Transversal: KMS · WAF+Shield · CloudTrail · Terraform · GitHub Actions
Serverless scale-to-zero, filtro client-side, sem vídeo. Custo dominado por baseline fixo (~US$ 150–250).
~3,5M fotos/mês, ~30 TB egress. Maiores itens: egress CloudFront e WhatsApp. Custo marginal ~US$ 0,6/evento.
~35M fotos/mês, ~300 TB egress. Trocar CloudFront por Cloudflare/R2 (egress zero) corta ~US$ 20k/mês.
Pagamento único por evento no Pix (varejo B2C) + freemium como motor de aquisição viral + camada B2B recorrente para casas de festa. Preços nacionalizados (~50–70% abaixo do once.film), ancorados em que R$ 99 é <0,2% de um casamento de R$ 50 mil e mais barato que comprar várias câmeras descartáveis físicas (R$ 60–100 cada).
💳 Pix é default (MDR ~0,9–1,5%, libera o evento na hora) com cartão parcelado nos tiers ≥ R$ 99. Checkout via web evita as taxas das stores (15–30%).
⚠️ Revisão pós-stress-test: o modelo passa a ter duas unidades econômicas — o anfitrião é canal de aquisição (uso ~1x/ano, sem assumir recompra) e o parceiro B2B (dezenas de eventos/ano) é o ativo de LTV recorrente. O fator viral foi rebaixado de 0,8 para um caso-base de 0,2–0,3, e a margem de 83% será recalculada com a tabela real do WhatsApp 2025/26 — convite e aviso de revelação migram para link/QR + push do PWA (custo ~zero), com WhatsApp pago só nos toques de maior conversão.
~625 eventos pagos. Ramp de 15→240/mês. Caixa negativo coberto pelo orçamento de lançamento.
Acum. ano 1. Run-rate ~1.000 eventos/mês (~R$ 140 mil/mês). Parceiros começam a baixar o CAC. Perto do breakeven.
Acum. 24m. Run-rate ~4.000 eventos/mês (ARR-like ~R$ 6,7 mi). B2B2C vira canal dominante. Margem operacional positiva.
Projeções do cenário original (otimista). Pós-stress-test, o caso-base será refeito com K 0,2–0,3, sem subsídio viral e com o B2B2C como motor — provavelmente uma rampa mais lenta no consumidor, compensada por receita recorrente de parceiros. Números a recalibrar no modelo financeiro vivo.
| Desenvolvimento do MVP | R$ 110.000 |
| Mídia paga de lançamento (~4 meses) | R$ 60.000 |
| Influenciadores + produção de UGC | R$ 25.000 |
| Branding & UI/UX | R$ 14.000 |
| Feiras + kits/displays de QR | R$ 12.000 |
| Infra cloud + WhatsApp API (6m) | R$ 12.000 |
| Jurídico, contábil & LGPD | R$ 8.000 |
| Ferramentas/SaaS · INPI · domínios | R$ 10.000 |
| Contingência (~10%) | R$ 24.000 |
| Total | R$ 275.000 |
🅑 Em modo bootstrap, a mídia paga (R$ 60k) fica travada até o beta provar conversão free→pago e K real. O caixa inicial prioriza MVP + travar parceiros B2B2C; a mídia só liga quando o lucro por evento cobre o CAC. Isso reduz o desembolso real de partida bem abaixo dos R$ 275k.
Empresa, INPI/domínios (usarevela.com.br), gateway Pix, infra, WhatsApp Business. Spec do MVP fechada.
Captura web com filtro film (Android+iOS), painel web, app Android, galeria, Pix. 30–50 eventos beta reais.
Go-live + Play Store. Início das campanhas pagas e seeding com microinfluenciadores.
~250 eventos pagos/mês, CAC pago < R$ 70, fator viral K provado.
Painel de comissão; 20–30 cerimonialistas/buffets ativos.
Festa junina, formatura, chá de revelação para puxar sazonalidade.
Atrito-zero também no iPhone. Run-rate ~1.000 eventos/mês, perto do breakeven.
Escala nacional de parcerias, margem positiva. Run-rate ~4.000 eventos/mês. Seed ou bootstrap.
↻ Revisão estratégica (rota escolhida): o programa de parceiros B2B2C sobe para a Fase 1 (mês 0–4) e o lançamento público foca no beachhead de 15 anos. O roadmap acima reflete a sequência original e será reordenado no modelo de execução do próximo passe.
O app trata fotos de todos os retratados (não só de quem baixou), inclui inevitavelmente menores e pode escalar para dado biométrico se houver reconhecimento facial. A ANPD virou agência reguladora plena em out/2025; multas chegam a 2% do faturamento (teto R$ 50 mi). Recomendações: consentimento em camadas, política em PT-BR (não traduzida do GDPR), começar sem reconhecimento facial, fluxo dedicado para menores, retenção com expiração automática, DPO indicado, e dados hospedados no Brasil (sa-east-1).
Passamos o plano por uma banca adversarial de 4 lentes — VC cético, reação do incumbente, stress-test financeiro e realismo de operação. Abaixo, as 8 objeções mais sérias com a resposta franca da Revela e a ação concreta. Um plano honesto encara isto de frente.
A tese "vencer por distribuição/localização BR" não é fosso, é pré-requisito de entrada — e o VowLens (concorrente brasileiro) já a ocupou. O plano fica de pé com três correções estruturais: (1) mover o único terreno defensável — a trava de fornecedores B2B2C — da Fase 3 para a Fase 1; (2) inverter a unidade econômica: o anfitrião é canal de aquisição, o parceiro (buffet/cerimonialista) é o ativo de LTV; (3) refazer o financeiro sem o subsídio viral fantasioso (K 0,8) e com a tabela real do WhatsApp 2025/26.
Maior risco isolado: a ausência de defensibilidade, cristalizada no VowLens — já PT-BR, Pix, web sem app, com video guestbook e telão, faltando só "Android em breve" (semanas, num produto web-first). Quando ele soltar o Android, o wedge da Revela enfraquece. O único terreno que sobra (travar parceiros B2B2C) é justamente a corrida que ele está mais perto de vencer.
Objeção: Android+web sem download+Pix+WhatsApp+PT-BR são semanas de engenharia cada; o once.film já entra por QR sem download. Nada é proprietário nem cria switching cost.
Resposta: Procede. Localização é o pedágio de entrada, não vantagem. O fosso real está na oferta (rede de fornecedores) e em marca/SEO de categoria em PT-BR.
Ação: Tirar os 4 pilares da coluna de "diferencial"; investir o fosso em exclusividade B2B2C + SEO/marca de categoria.
Objeção: O rival perigoso não é o once.film — é o VowLens: BR, PT-BR, Pix, web sem app, R$0-247, com video guestbook e telão (que a Revela não tem). Só falta Android.
Resposta: A crítica mais dura, e procede. Nossa janela honesta é amplitude de ocasião + Android-first de verdade + velocidade no canal B2B onde ele é fraco.
Ação: Reposicionar contra o VowLens (não o once); horizontalizar para 15 anos/aniversário/corporativo/junina; benchmark feature-a-feature a cada release.
Objeção: Filtro film + revelar-amanhã é um mecanismo de custo ~zero, já em 5+ apps. O substituto "bom o suficiente" é grátis: Google Fotos/Apple e grupo de WhatsApp. "Qualquer festa" sinaliza falta de wedge.
Resposta: Concordamos. O concorrente real é o grupo de WhatsApp. Precisamos provar valor durável do reveal e cravar um beachhead antes de horizontalizar.
Ação: Escolher UM beachhead (15 anos ou casamento) e dominar o workflow do anfitrião (convite/RSVP/galeria/álbum) p/ virar plataforma; validar o reveal com A/B.
Objeção: Produto usado ~1x/ano. Conta pessimista: lucro bruto blended R$77×83%≈R$64 < CAC pago R$70 → aquisição paga perde no 1º evento e quase não há 2º. O 4,1x depende de viral grátis incerto.
Resposta: Procede — é o furo econômico mais perigoso no consumidor. A correção é mudar a unidade: o LTV real está no parceiro B2B; o anfitrião é canal.
Ação: Modelo com DUAS unidades (anfitrião por evento, sem recompra; parceiro recorrente). Só escalar mídia quando o lucro/evento cobrir o CAC isoladamente.
Objeção: Mediana de K ~0,45; 0,8 é topo de tabela. Pior: o convidado só vira anfitrião quando dá a própria festa (anual) → compounding quase nulo. E "revelar amanhã" suprime o share imediato no story.
Resposta: Verdade — pré-alocamos um desconto de CAC com K otimista e ciclo anual. Há tensão real entre reveal atrasado e viralidade.
Ação: Caso-base K 0,2-0,3; checar se fecha só com mídia+B2B. Acelerar o loop sem matar o reveal (preview opcional de 1 foto com marca d'água p/ story). Medir K no beta.
Objeção: Como o consumidor não retém e a feature não tem fosso, travar fornecedores é o único terreno defensável (winner-take-most). O VowLens está mais perto desse canal; o incumbente pode assinar com white-label.
Resposta: Nossa melhor (talvez única) tese defensável. O erro do plano é deixar o B2B2C na Fase 3.
Ação: Antecipar o B2B2C para a Fase 1: contrato PT-BR, repasse Pix no dia seguinte, comissão ≥15-25%, suporte local, LGPD/residência BR, switching cost por histórico. KPI de lançamento: nº de parceiros exclusivos.
Objeção: Pós-2025 o WhatsApp cobra por mensagem; convite e "reveladas" caem fora da janela utility grátis. Festão de 150 × ~3 toques: ~R$58 (utility) a ~R$153 (marketing) > R$24 de COGS. No free-tier paga-se msg+storage com R$0.
Resposta: Procede — a margem de 83% usa a tabela errada. 147M/141M são TAM de vaidade (só alcança quem o anfitrião compartilhar).
Ação: Migrar convite/reveal para link/QR + push do PWA (custo ~zero); WhatsApp pago só nos toques de maior conversão; cap no free-tier; recalcular a margem.
Objeção: SOM R$15-25mi em 3-5 anos (~US$3-4,5mi). Os R$141bi são gasto total do evento, não endereçável. Sazonalidade forte e switching cost zero. Um VC precisa de caminho a US$100mi+.
Resposta: Com o escopo atual, é um ótimo bootstrap — não um caso de retorno de fundo. Não vamos fingir o contrário para captar.
Ação: Decidir a estrada antes de queimar mídia: bootstrap (financiar por receita + B2B recorrente) OU venture (expandir ACV via white-label corporativo + internacionalizar a tese Android-first).
Resposta às críticas, decidida com o fundador: (1) manter a visão de mercado amplo, mas lançar cravando o beachhead de "15 anos" (1,8M/ano, Gen Z, subatendido) e só então horizontalizar; (2) bootstrap financiado por receita, com o canal B2B2C antecipado para a Fase 1 (travar parceiros exclusivos como KPI de lançamento); (3) tratar o anfitrião como canal de aquisição e o parceiro como ativo de LTV; (4) rebaixar o K viral para 0,2–0,3 e migrar convite/reveal para link/QR + push, protegendo a margem. Posicionamento de referência: contra o VowLens, não o once.film.
Este é o plano completo: tese, mercado, concorrência, público, produto, design, tecnologia, infraestrutura e o modelo financeiro/GTM. Me diga o que aprovar ou ajustar e eu sigo para o próximo nível.
Transformar os mockups num protótipo clicável (Figma ou HTML) do fluxo anfitrião + convidado.
Esqueleto do PWA de captura com filtro film em WebGL — o coração do produto — para validar em devices reais.
Planilha editável com as premissas (ticket, CAC, K, retenção) para você simular cenários.
Marca, nomes alternativos (Rolofilme, Flagra, Cliquê, Carretel), preços e projeções são hipóteses a validar. Domínios sugeridos: usarevela.com.br · revelaapp.com.br · @revela.app